Página Inicial
Perspectivas e desafios da NEPAD
Foto: Sérgio Guerra

Por
Dra. Ana Dias Lourenço
Ministra do Planeamento


A declaração introdutória da Nova Parceria para o Desenvolvimento Africano refere explicitamente tratar-se de uma promessa feita pelos dirigentes africanos quanto a uma mudança radical da política económica, fundada numa maior atenção aos problemas da pobreza e da saúde, num maior compromisso com o desenvolvimento sustentado e numa abordagem mais abrangente das relações económicas entre os países africanos.

No entanto, as diferenças entre os países africanos são, em alguns casos, substanciais, pondo em questão a uniformização de estratégias ou a unanimidade de políticas.

Uma análise preliminar quanto à intensidade das trocas comerciais entre os 53 países africanos revela estar-se perante uma matriz com a maior parte das quadrículas vazias. Na verdade, o conjunto das suas exportações e importações representou praticamente 60% do respectivo Produto Interno Bruto em 1999 [1], o que revela um continente voltado para fora, dirigindo-se a maior parte das suas exportações e provindo o grosso das suas importações principalmente da Europa. Esta geografia dos fluxos comerciais denuncia que os modelos coloniais de extroversão económica ainda não foram ultrapassados e que poderão mesmo estar reforçados por modalidades veiculadas pela ajuda pública ao desenvolvimento, que normalmente é condicionada e sujeita a uma série de regras e critérios cuja consequência final é o aumento das exportações dos países doadores e o regresso aos países de origem de mais de 80% da ajuda concedida. Mas este panorama de retracção das trocas comerciais entre os países africanos é, ainda, observável ao nível dos seus espaços regionais, os quais pretendem ser, no futuro, zonas económicas únicas e integradas. A SADC, embora num processo mais avançado de integração comercial que a maior parte das suas congéneres continentais, apresenta as mesmas insuficiências quanto a constituir-se num instrumento de aliciamento para os investimentos e o desenvolvimento de produtos africanos. As trocas comerciais entre os seus parceiros são exíguas, continuando, também aqui, a manifestar-se a influência externa sobre o direccionamento das exportações e importações. Acrescenta-se, neste caso, a influência da África do Sul - a grande potência económica regional - à volta de quem gravita a maior parte da actividade económica da região [2].

[1] Neste valor concerteza que se contabilizam fluxos comerciais entre os próprios países africanos.

[2] A África do Sul polariza, com efeito, as trocas comerciais que se não fazem com o exterior do continente e a sua influência económica é patente quando analisada segundo diferentes indicadores. Acresce que a sua zona directa de influência é grande, correspondendo ao domínio do "rand" como moeda de transacção entre si e o Botswana, a Swazilândia, a Namíbia, o Lesotho, o Malawi, Moçambique e mesmo o Zimbabwe.


A NEPAD coloca diversos desafios a cada um dos países africanos, importando, portanto, tentar perceber como a economia angolana se encontra posicionada.

Um primeiro patamar de compreensão sobre o posicionamento da economia angolana no contexto africano é o que decorre do cotejo com os valores globais continentais de algumas variáveis económicas. Esse panorama é o constante do quadro seguinte:

ALGUNS INDICADORES ECONÓMICOS RELATIVOS A 1999
Países População Tc pop 90-99 PIB Tc PIB PIB pc 90-99
Angola 12350 3,3 8545 -0,2 433
África 778440 2,5 543926 2,4 685

Fonte: Banco Mundial - African Development Indicators, 2001
Notas: O PIB é a preços correntes e está expresso em milhões de USD; o PIB por habitante está em USD; as taxas de crescimento estão em percentagens.


Em termos relativos, a economia angolana - apesar da sua dimensão territorial que coloca o país entre os sete mais vastos do continente - é bem pequena quando inserida no todo continental: 1,6% da população e também cerca de 1,6% do PIB total africano.

Quanto a determinadas dinâmicas, Angola também se posiciona na retaguarda da média continental africana: o ritmo médio de crescimento da população entre 1990 e 1999 foi superior - 3,3% contra 2,5% - o que pode colocar problemas sérios à melhoria sustentada das condições de vida da população. Esta possibilidade está, de resto, espelhada nos valores do produto médio por habitante: 433 USD contra 685 USD, em qualquer dos casos muito baixo, respectivamente, 1,19USD e 1,88USD por dia.

No concernente à variação média percentual do PIB entre 1990 e 1999, verifica-se que enquanto Angola esteve em recessão económica durante esse período - um crescimento médio do PIB a uma taxa negativa de 0,2% - a economia continental africana, apesar de tudo, cresceu a uma taxa média anual de 2,4% Uma outra abordagem quanto à implantação da economia angolana no contexto africano pode ser dada pela via da comparação com alguns dos países produtores de petróleo.

Países População Tc pop 90-99 PIB Tc PIB PIB pc 90-99
Angola 12350 3,3 8545 -0,2 433
Congo, República 2860 2,9 2217 -0,3 734
Costa Marfim 14730 2,8 11206 3,2 733
Gabão 1210 2,6 4352 3,2 4294
Nigéria 123900 2,9 35045 2,7 253
Argélia 29950 2,1 47172 1,2 1759
Egipto 62430 2 89148 4,3 1002

FONTE: Banco Mundial, African Development Indicators
NOTAS: A população está expressa em mil habitantes, enquanto que o PIB (Produto Interno Bruto) se conta em milhões de USD; a taxa média de crescimento demográfico (tcpop90-99) é em percentagem, bem como a taxa de crescimento média do PIB; o PIB per capita está em dólares dos Estados Unidos, refere-se à média entre 1990/99 e foi calculado pelo método ATLAS.


Entre as economias seleccionadas verifica-se que a maior é a do Egipto com um PIB de aproximadamente 90 biliões de USD - 2,5 vezes mais a da Nigéria e 10,4 vezes a angolana. Esta disparidade tem como principal reflexo os níveis de rendimento médio por habitante, mais elevado no Egipto ($1002 por ano e pessoa) e mais baixo na Nigéria ($253) e em Angola ($433).

De resto, neste atributo é o Gabão o país onde o nível médio de vida é o mais elevado, desfrutando cada cidadão de um rendimento médio anual de $4294, sensivelmente 10 vezes mais o angolano, 17 vezes o nigeriano e 2,5 vezes o da Argélia, a segunda melhor economia da amostra.

No concernente às dinâmicas evolutivas são as economias egípcia, gabonesa e costamarfinense as mais activas, com taxas médias anuais de crescimento do PIB de, respectivamente, 4,3%, 3,2% e 3,2% para o período entre 1990 e 1999. Angola, como já salientado, experimentou um período de recessão económica, traduzida por uma taxa média negativa de crescimento de 0,2%.

A SADC é importante para Angola sob vários pontos de vista: a intensidade de trocas e de relações económicas com alguns países deste espaço regional começa a ser relevante, as economias mais poderosas e dinâmicas do continente encontram-se aqui. Daí a relevância de uma abordagem, ainda que simples.

De acordo com estimativas referentes a 1999 o espaço regional austral, constituído pelos catorze países da SADC, detinha um quantitativo populacional de cerca de 195 milhões de habitantes, extremamente significativo do ponto de vista da sua integração económica. Os países mais populosos são o Congo Democrático, a África do Sul e a Tanzânia, seguidos a alguma distância por Moçambique. Os países de menor volume populacional absoluto são as Sheyshelles, a Swazilândia, as Maurícias, a Namíbia e o Lesotho. Angola emparceira-se com o Zimbabwe e a Zâmbia.

As dinâmicas populacionais são muito diferentes entre os países da SADC: enquanto as Maurícias e mesmo as Sheyshelles patenteiam comportamentos populacionais correspondentes a fases de estabilização demográfica - quase comparáveis aos dos países desenvolvidos - Angola, Congo Democrático, Malawi, Swazilândia, Tanzânia e Zâmbia (justamente os menos industrializados e desenvolvidos da região) são os que apresentam taxas médias de crescimento demográfico elevadas e bem acima da média da região.

Uma projecção linear para os próximos 15 anos aponta no sentido dum potencial mercado demográfico de quase 248 milhões de habitantes, ou seja, qualquer coisa como 78% da dimensão actual da União Europeia. Esta mesma cifra representará um acréscimo de cerca de 27,5% no volume global de população da região da SADC. Se as dinâmicas económicas forem no sentido da criação de suficiente riqueza, poder-se-á estar face a um mercado com uma aceitável dimensão económica.

Se o ritmo de crescimento demográfico de Angola se mantiver inalterado, a sua população praticamente duplicará num lapso de tempo de 20 anos (mais ou menos uma geração).

Em termos económicos, a África do Sul é o país da região, que produz uma riqueza anual que representa em média mais de 3/4 do total da região.

Quanto ao produto médio por habitante, a região da SADC gerou, em 1999, 1124 dólares dos Estados Unidos por cada cidadão (cerca de 66% mais do que a média de todo o continente africano). Porém, as diferenças entre os diferentes países são absolutamente visíveis:

  • entre o valor mais baixo do rendimento médio por habitante ($110 para o Congo Democrático) e o valor mais elevado ($6540 para as Seycheles) vai uma diferença de mais de 59 vezes, ou seja, 5845,5% mais);
  • entre o rendimento médio mais baixo e a média da SADC vai uma diferença de 10,2 vezes (aproximadamente 921,8%) e entre esta e o rendimento mais elevado estabelece-se uma assimetria expressa em 5,8 vezes (qualquer coisa como 482%);
  • o rendimento médio dos países que mais se aproximam do valor mais alto detido pelas Seycheles ainda representa uma diferença de 84% para as Maurícias, 101,9% para o Botswana e 106,3% para a África do Sul.

    Em termos de dinâmicas de crescimento entre 1990 e 1999 [3], o destaque é para o Botswana (4,5%), Moçambique (5,5%), Lesotho (4,5%) e as Maurícias (5,2%), com taxas médias de variação na década muito superiores à média regional e à de muitos outros países.

    Esta panorâmica serviu para demonstrar que entre as economias africanas muitas diferenças existem, sendo, efectivamente, necessária uma nova vontade política dos dirigentes do continente [4] para que determinados desafios sejam ultrapassados, entre eles o de um crescimento inter-continental mais equilibrado.

    Um dos desafios mais incisivos desta nova parceria africana para o desenvolvimento -NEPAD é a redução da pobreza absoluta em mais de 50% até 2015. Um desafio que nos interessa particularmente, conhecidas que são as elevadas taxas de pobreza no nosso país. Para que esta meta seja atingida a NEPAD afirma ser necessário que o crescimento económico se estabeleça a uma taxa anual média de 7% durante 15 anos, o que na verdade, é extremamente difícil. Maiores dificuldades teremos nós, uma vez que, e atendendo à destruição das infra-estruturas, à baixa qualificação dos recursos humanos, à descapitalização etc., poderão ser necessárias taxas superiores. Estas cifras, para que sejam realizáveis, colocam a grande questão da mobilização de recursos [5].

    O continente africano entra para o século XXI vivendo um intenso debate sobre a ajuda pública ao desenvolvimento - com destaque para a sua eficiência - e o alívio da sua dívida externa, dois problemas intimamente relacionados entre si. Os atrasados têm provocado a constituição de elevados "stocks" de dívida externa, o que tem desencorajado os investimentos privados e circunscrito a eficácia da ajuda ao desenvolvimento.

    [3] Neste período de tempo a taxa de crescimento médio do PIB angolano foi de -0,2%, claramente em contra pé quando comparada com os restantes países.

    [4] Uma das matérias de maior ênfase da NEPAD, reconhecendo-se que as tentativas do passado não resultaram por insuficiência de comprometimento político com as mudanças e o desenvolvimento.

    [5] A NEPAD coloca o problema no aumento da poupança interna do continente, dos fluxos de capitais do exterior, no aligeiramento da dívida externa e na ajuda pública ao desenvolvimento.


    Ainda que este intenso debate continue - com a finalidade de se encontrarem os melhores mecanismos de gerir a ajuda ao desenvolvimento - o que se constata é que a África continuará dependente de significativos influxos de ajuda financeira e material para que possa atingir os objectivos internacionais de crescimento económico até 2015. Os enormes desafios envolvidos nesta estratégia internacional de combate ao subdesenvolvimento podem ser sintetizados em dois números: para se não agravarem os actuais níveis de pobreza, o continente africano não pode crescer a menos de 5% ao ano até 2015 e se quiser diminuir a pobreza em 50% então o crescimento a taxas sustentadas terá de se estabelecer entre 7% e 8,5% ao ano. Dada a conhecida descapitalização das economias africanas - aonde não mais de 13% do PIB foram destinados à poupança nos anos 90 do século XX - entende-se melhor a dimensão do problema do desenvolvimento em África e a necessidade de (re)dinamizar fontes de financiamento que existem no mundo. A reversão de alguns fluxos de capitais que actualmente demandam outras regiões do mundo pode ser uma via, especialmente quando se constata que, uma vez removidos os conflitos políticos e militares, alguns países africanos podem patentear taxas anuais de crescimento económico muito expressivas.

    No entanto, a longo prazo, ainda que se consigam os mesmos níveis de eficiência económica das economias do sudeste asiático, os investimentos em África vão ter de representar no mínimo 30% do Produto Interno Bruto. Atendendo à experiência do passado, não parece viável que os fluxos internacionais de capitais privados se possam vir a situar acima dos 5% do PIB, o que coloca o continente africano perante um substancial problema de "gap" de poupança, avaliado em cerca de 12%.

    Mas existem outros problemas que podem agravar o "gap" de financiamento do desenvolvimento. Mesmo que se registem melhorias adicionais nas políticas macroeconómicas e nas reformas estruturais - como, aliás, tem sido o caso de alguns países - o combate contra o HIV/SIDA pode custar qualquer coisa como 1% a 2% do Produto Interno Bruto, o que pode colocar em risco os objectivos de redução em 50% da pobreza.

    Embora a NEPAD represente uma nova visão dos problemas económicos e sociais de África e proponha soluções mais audazes para o subdesenvolvimento do continente e para uma nova forma de inserção na economia mundial, os diferentes países africanos vivem realidades bem diferentes umas das outras, sendo, portanto, fundamental que cada um deles - no contexto das orientações da NEPAD - delineie estratégias públicas e empresariais autónomas e ajustadas à natureza e dimensão das suas insuficiências e constrangimentos.



    As finanças públicas em Angola e os desafios para o futuro
    Foto: Sérgio Guerra

    Por
    Júlio Bessa
    Ministro das Finanças


    Sendo reconhecida, em Angola, a função do Estado de buscar um crescente nível de desenvolvimento nacional sustentado, como garante da contínua melhoria do bem-estar social, o Governo, no domínio das finanças públicas, tem procurado promover a estabilidade macro-económica, o financiamento da provisão de bens e serviços públicos e semi-públicos e a redistribuição do rendimento nacional a favor das classes mais desfavorecidas. Para além disso, o Governo tem procurado incentivar o crescimento económico, assegurar condições concorrenciais nos mercados e promover a convergência macro-económica regional.

    No que se refere a esta última questão, a acção do Governo deverá centrar-se na busca do necessário equilíbrio entre as necessidades de financiamento do sector público e a capacidade para tal oferecida pela economia nacional, que se traduz na arrecadação fiscal e no endividamento público interno e externo. Tendo em conta a recorrente dependência da economia nacional do sector petrolífero, um desafio se impõe, que é o de atingir um perfil de despesas públicas que não seja pró-cíclico.

    No que tange ao financiamento da provisão de bens e serviços públicos e semi-públicos, o Governo procurará assegurar o seu adequado financiamento, por um lado, e, por outro, a eficácia das despesas públicas. É aqui então que se torna relevante a associação da despesa aos resultados.

    Quanto às despesas correntes, a política do Governo estará voltada para minimizar os gastos administrativos e assegurar a cobertura dos gastos recorrentes que permitam a integral funcionalidade das infra-estruturas económicas e sociais e a sua manutenção. As despesas de capital privilegiarão os investimentos sociais nos domínios da saúde, educação e assistência social, assim como os investimentos económicos que concorrem para o desenvolvimento mais eficiente da actividade privada, contribuindo dessa forma para o crescimento económico sustentado.

    No domínio da redistribuição do rendimento nacional a favor das classes mais desfavorecidas, a acção governativa visa assegurar que o crescimento económico ocorra em paralelo com uma melhoria na distribuição do rendimento nacional. Assim, o estabelecimento de uma política de rendimentos e preços, na qual a política fiscal e a política social do Governo tenham efeito corrector de eventuais assimetrias na distribuição do rendimento, sem que se constitua num elemento constrangedor ao seu crescimento, é o desafio que se apresenta.

    O incentivo directo ao crescimento económico irá no sentido da garantia do desenvolvimento dos sectores económicos que assegurem, em termos competitivos, a satisfação da procura interna de bens e serviços e a exportação. Assim, sendo reconhecidas potenciais vantagens comparativas, assegurar-se-ão incentivos fiscais e financeiros directamente às actividades eleitas de modo a que tal vantagem se torne patente. Esses incentivos tenderão, fundamentalmente, a subsidiar a formação de capital físico e humano.

    A implantação de mercados e o asseguramento da competitividade entre os seus operadores é o factor mais importante para a alocação eficiente dos recursos da economia nacional e o bom desempenho desta. Assim é que o asseguramento de condições concorrenciais nos mercados é um desafio que se coloca ao Governo. Por isso, haverá lugar aqui à sua intervenção no sentido de garantir que os mercados funcionem e que não se desenvolvam práticas monopolistas ou outras que distorçam os preços de mercado.

    Por último, o desenvolvimento nacional sustentado, tendo em conta a natureza aberta das economias modernas, pressupõe a intercomplementaridade das economias. E isso demanda que se valorize, na base das possíveis vantagens comparativas, o potencial existente de complementaridade das economias dos diversos países. Para que essa valorização se realize torna-se necessária a integração dessas economias. Por isso, a convergência macro-económica regional, no sentido de que se possam desenhar políticas comuns que valorizem esses aspectos, é outro desafio que se impõe no domínio das finanças públicas ao Estado angolano.

    Antes, porém, que esses desafios do futuro possam convenientemente e de modo sustentável ser enfrentados coloca-se, para já, a necessidade de se assegurar a capacitação institucional dos serviços correspondentes das finanças públicas. Assim, os desafios mais próximos que se nos apresentam incluem a reestruturação do sistema orçamental com a adopção de um modelo de "orçamento de desempenho" e a integração no Orçamento Geral do Estado dos orçamentos do Governo Central, dos Governos Locais, da Segurança Social e dos Serviços e Fundos Autónomos.

    Para além desse aspecto, devem ser acrescentadas a implantação de um Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado informatizado e a integração de todos os órgãos de administração central, local e indirecta do Estado no mesmo; a descentralização fiscal; a Reforma Tributária; e a adopção de uma política de recursos humanos consequente.

    Estas linhas de actuação estão reunidas no Programa de Modernização das Finanças Públicas, aprovado pelo Governo.

    Todas essas iniciativas no domínio das finanças públicas estão direccionadas para que Angola venha alcançar um nível de desenvolvimento sustentado que possibilite conciliar uma expansão económica segura com uma redistribuição da renda em favor da população menos favorecida. Este tem sido o objectivo central a ser atingido e o desafio maior a ser superado.


  • Angola

    África do Sul

    Botswana

    Ilhas Maurícias

    Lesotho

    Malawi

    Moçambique

    Namíbia

    R.D.Congo

    Seychelles

    Swazilândia

    Tanzânia

    Zâmbia

    Zimbabwe
    © Mirex 2002. Todos os direitos reservados.